
Recentemente, surgiu uma controvérsia sobre a diminuição cirúrgica da cintura por retirada de costelas, muitos comentários na mídia sobre pessoas do meio artístico que se submeteram a este procedimento.
Para compreender o que melhora a cintura sem prejudicar a saúde, é necessário conhecer os elementos que formam tridimensionalmente a cintura humana.
Mas, o que forma a cintura?
É o espaço limitado na parte lateral do corpo humano, entre as últimas costelas e a crista ilíaca da bacia.
A circunferência das costelas e a circunferência da bacia variam de pessoa a pessoa e dão a forma da cintura. Quanto mais estreitas as costelas e mais larga a bacia mais acentuada é a cintura.
Nesses ossos, se inserem os músculos obliquo externo e interno, delimitando internamente a cavidade abdominal, onde temos órgãos importantes; cobrindo esses músculos estão a pele e tecido celular subcutâneo com maior ou menor quantidade de gordura.
Nas mulheres jovens e magras que ainda não tiveram filhos ( nulíparas ) , a cintura é estreita e se alarga com a gravidez devido à expansão dos músculos oblíquos, lateralmente e para frente, para abrir espaço para o bebe.
Na parte anterior do abdome, temos os músculos retos, que também se alongam para frente e convexamente.
Após a gravidez, esses músculos nem sempre voltam ao estado anterior, deixando a cintura mais alargada (músculos oblíquos) e a barriga caída para frente (músculos retos).
O acúmulo de gordura é outro fator que aumenta a cintura. Há pessoas com tendência genética para juntar gordura na cintura. Mesmo muito magras, e praticando exercícios físicos regularmente, o “pneuzinho” está lá.
Hoje no que se refere à saúde, a gordura acumulada na cintura é um indicador clínico altamente relacionado com o risco de sofrer doenças cardiovasculares e diabetes, tanto em homens como em mulheres. (como citado pelo estudo publicado na revista "Circulation”)
Os cardiologistas colocam muita atenção neste elemento como sinal clínico. Alguns sugerem que a gordura acumulada na cintura seria o resultado da ingestão da gordura “trans”, que não é metabolizada pelo fígado, e como conseqüência se deposita na altura da cintura.
Portanto, para reduzir cirurgicamente uma cintura é preciso:
- Quando presente a gordura, reduzir o seu volume pela lipo-extração, por um dos métodos já conhecidos;
- Quando presente a flacidez muscular, por ex. em pacientes pós-gravidez, recuperar a posição espacial tridimensional dos músculos retos e oblíquos, com suturas bem colocadas.
A retirada de costelas não é necessária, para a redução da cintura. Mas pode ser utilizada para corrigir grandes assimetrias do abdome superior, causadas pela deformidade da parte cartilaginosa das costelas, que ocorre em alguns poucos casos.
E a cirurgia é indolor, quando se faz um bom preparo pré-operatório e uma medicação adequada no pós-operatório.
A Ciência Médica evoluiu muito nos últimos anos, e alcançou patamares extraordinários, mas não há milagres, e o resultado depende das condições anatômicas genéticas já pré-existentes.
Se você pretende fazer algo, avalie sua expectativa antes de se submeter a uma cirurgia plástica, e principalmente, busque sempre realçar o que há de melhor em você.

